Ativando o suporte a USB no VirtualBox
Em tempos de Virtualização, nada melhor do que poder ter vários sistemas operacionais funcionando ao mesmo tempo em nossas máquinas. Hoje precisei acessar o Bluetooth e um Pendrive dentro de uma máquina virtual (vm). Porém para minha surpresa o VirtualBox mostrava o dispositivo porém aparentava não ter permissão para acessa-lo. E lá fui eu perguntar ao oráculo como fazer funcionar dispositivos USB na VM. Encontrei esta dica do Rafael Silva, no Viva O Linux (VOL).
Básicamente basta executarmos o seguinte comando:
root@slackware: ~# mount -o remount,devmode=666 /proc/bus/usb
Protinho! Só ir no menu “Dispositivos” do VirtualBox e depois ir em “Dispositivos USB” e marcar o dispositivo que você conectou.
Recomendo colocar esse comando em seu rc.local para sempre que inicializar o sistema, o suporte ficar ativo.
Ativando o suporte a HDs Externos Firewire no Linux
Recentemente comprei para um cliente um HD externo Firewire de 1Tb para backup dos dados contidos em alguns servidores. Em nosso planejamento, este HD ficará conectado a um servidor Linux, que roda CentOS 5.2 x86_64.
Para minha surpresa, ao conectar o HD ao servidor, ele não foi “montado” automáticamente. Então foi necessário subir manualmente. Para ativar o suporte, é necessário inicializar o módulo “firewire-ohci“.
( root@servidor /root )# modprobe firewire-ohci
No meu caso foi criado o dispositivo /dev/sdb1. E aí foi só formatar no formato ext3 e efetuar a montagem do HD no Linux.
PS: No caso do CentOS o módulo vem na “blacklist” por padrão (não me perguntem o porque). Então faz-se necessário editar o “/etc/modprobe.d/blacklist-firewire” e comentar a linha “blacklist firewire-ohci”.
Compilando o PostgreSQL
O PostgreSQL é um poderoso gerenciador de bancos de dados. Neste artigo vou mostar como compilar o PostgreSQL em seu sistema operacional Linux. No geral, recomendo a utilização dos pacotes que já vem em sua distribuição, porém se você utiliza alguma distribuição (Ex: Slackware) que não vem com pacote nativo para o mesmo, o processo de compilação é bastante simples.
1) Download do código-fonte
Acesse o site http://www.postgresql.org/ftp/source/ e baixe a versão que deseja compilar. No meu caso irei compilar o 8.3.6.
2) Criação do usuário e grupo “postgres”
Primeiramente vamos criar um grupo denominado “postgres”.
root@slackware: ~# groupadd postgres
Agora iremos criar o usuário denominado “postgres”.
root@slackware: ~# mkdir /var/lib/pgsql
root@slackware: ~# chmod 700 /var/lib/pgsql
root@slackware: ~# useradd -g postgres -G postgres -d /var/lib/pgsql -s /bin/bash postgres
3) Descompactando & Compilando o código-fonte
Entre no diretório onde você efetuou o download do PostgreSQL e descompacte-o.
root@slackware: ~# tar xvjf postgresql-8.3.6.tar.bz2 -C /usr/src/.
Agora vamos compilar!
root@slackware: ~# cd /usr/src/postgresql-8.3.6
root@slackware: /usr/src/postgresql-8.3.6# ./configure –prefix=/usr –sysconfdir=/var/lib/pgsql –localstatedir=/var/lib/pgsql –with-openssl –with-libxml –with-libxslt
root@slackware: /usr/src/postgresql-8.3.6# make
root@slackware: /usr/src/postgresql-8.3.6# make install
PS: Na linha do comando “./configure” acima, as opções “–with-openssl –with-libxml –with-libxslt” não são obrigatórias. Você poderá visualizar a lista completa de opções a serem passadas na compilação do PostgreSQL através do comando “./configure –help“.
Protinho! PostgreSQL devidamente compilado e instalado.
4) Setando as permissões para o usuário “postgres” e inicializando o DB
root@slackware: /usr/src/postgresql-8.3.6# chown -R postgres.postgres /var/lib/pgsql
root@slackware: /usr/src/postgresql-8.3.6# su – postgres
postgres@slackware: ~$ initdb -D /var/lib/pgsql/data
postgres@slackware: ~$ logout
Prontinho! Agora só falta o script de inicialização do PostgreSQL.
5) Configurando o script de incialização
root@slackware: /usr/src/postgresql-8.3.6# cp contrib/start-scripts/linux /etc/rc.d/rc.postgresqld
root@slackware: /usr/src/postgresql-8.3.6# vi /etc/rc.d/rc.postgresqld
Agora vamos modificar as seguintes linhas:
# Installation prefix
prefix=/usr/local/pgsql
Modifique-a para:
prefix=/usr
# Data directory
PGDATA=”/usr/local/pgsql/data”
Modifique-a para:
PGDATA=”/var/lib/pgsql/data”
Salve e saia! Protinho! Agora é só inicializar o PostgreSQL através do comando:
root@slackware: ~# /etc/rc.d/rc.postgresqld start
PostgreSQL funcionando!
Gerenciamento do Clock dos processadores AMD Sempron M no Linux
Tenho um notebook HP Pavilion ZE2410BR, o processador é um AMD Sempron M 3000+. Ele possuí três níveis de clock: 800MHz, 1600MHz e 1800MHz. Por padrão, o Slackware Linux não vem com suporte ao gerenciamento para alternar o clock do processador conforme seja necessário, deixando então sempre em 1800MHz. Para um notebook isso é ruim quando se está utilizando a bateria, pois o consumo de energia pode ser maior do que o necessário.
Pesquisando, encontrei então o “Powernowd“. Este utilitário segundo a descrição do pacote no Debian, serve para qualquer processador que suporte o “cpufreq” que vem nos núcleos 2.6 do Linux, e não depende de APM ou ACPI.
Ainda segundo a descrição do Debian:
“O nome é um tanto enganador, pois funcionará com qualquer processador com suporte a CPUfreq, não somente com os AMD. Entretanto, ele funciona melhor em CPUs que suportam mais de dois níveis de velocidade, como aqueles com PowerNow! da AMD ou séries Pentium M da Intel. Este daemon é menos complicado que o cpufreqd ou cpudyn, ao custo de depender absolutamente dos núcleos 2.6 com o regulador de espaço (“governor”) de usuário e suporte a sysfs habilitado.”
Agora vamos ao que interessa:
Efetue o download do Powernowd, descompacte e acesse o diretório:
root@slackware: ~# tar xvzf powernowd-1.00.tar.gz -C /usr/src
root@slackware: ~# cd /usr/src/powernowd-1.00
root@slackware: ~# make
root@slackware: ~# make install
Prontinho. Está compilado e instaldo no “/usr/sbin/powernowd”.
Agora vamos ao Kernel. Para que o daemon trabalhe, ele precisa que o módulo do kernel referente ao seu provessador de tecnologia “Mobile – M”, esteja inicializado. No caso do meu AMD Sempron M 3000+, é o módulo “powernow-k8″. Pesquise e ache o módulo correto para o seu processador.
Então vamos lá:
root@slackware: ~# modprobe powernow-k8
root@slackware: ~# /usr/sbin/powernowd -q -m 1
As opções do Powernowd são:
-q = modo quieto
-m = como será o gerenciamento do processador: 0 = Sine, 1 = Agressive, 2 = Passive, 3 = Leaps.
Sugiro que adicione os comandos em seu /etc/rc.d/rc.local para que o gerenciamento seja inicializado automáticamente.
Instalando o BrOffice.org 3 no Slackware 12.2
Continuando a série que já venho fazendo sobre Slackware, vou ensina-los hoje a instalar o pacote BrOffice.org (ou OpenOffice.org se preferir) no Slackware Linux, acredito que essa dica também seja de grande valia para instalar em outras distribuições. Aqui presumo que o pacote “RPM” tenha sido instalado em seu Slackware. É necessário efetuar login com o usuário root.
Parte 1: Download do Pacote
Acesse http://www.broffice.org/download e faça o download da versão RPM do pacote (aqui já aparece ela por padrão quando acesso).
Parte 2: Descompactando e Instalando
Para descompactar:
root@slackware ~:# tar xvzf BrOo_3.0.1_LinuxIntel_install_pt-BR.tar.gz
Agora é chegada a hora de instalar os RPMs no Slackware:
root@slackware ~:# cd OOO300_m15_native_packed-1_pt-BR.9379/RPMS
root@slackware ~/OOO300_m15_native_packed-1_pt-BR.9379/RPMS:# rpm -ihv –nodeps *.rpm
root@slackware ~/OOO300_m15_native_packed-1_pt-BR.9379/RPMS:# cd desktop-integration
root@slackware ~/OOO300_m15_native_packed-1_pt-BR.9379/RPMS/desktop-integration:# rpm -ihv –nodeps broffice.org3.0-freedesktop-menus-3.0-9376.noarch.rpm
root@slackware ~/OOO300_m15_native_packed-1_pt-BR.9379/RPMS/desktop-integration:# installpkg broffice.org3.0-slackware-menus-3.0-noarch-9376.tgz
Prontinho! Agora é só acessar o menu do seu gerenciador de janelas de verificar na opçao “Escritório” o BrOffice. Ou se preferir, execute o comando: “soffice”.
Espero ter ajudado com esta dica. Um abraço e até a próxima.
Wireless Broadcom no Linux Slackware 12.2
Acredito que esta dica sirva não apenas para o Slackware, mas como para qualquer outro Linux que não configure esta placa de rede automáticamente. Para tal, faz-se necessário que você efetue login no sistema com o usuário “root”.
Parte 1: Compilando o b43-fwcutter
Este utilitário será usado para extrair os firmwares da placa de rede broadcom para que a mesma funcione corretamente no Linux.
Faça o download dele em: http://bu3sch.de/b43/fwcutter/b43-fwcutter-011.tar.bz2
Agora vamos descompactar e compilar
root@slackware: ~# tar xvjf b43-fwcutter-011.tar.bz2 -C /usr/src/
root@slackware: ~# cd /usr/src/b43-fwcutter-011
root@slackware: /usr/src/b43-fwcutter-011# make
root@slackware: /usr/src/b43-fwcutter-011# cd ~
Parte 2: Extraindo os Firmwares da placa de rede
Efetue o download do driver em: http://mirror2.openwrt.org/sources/broadcom-wl-4.150.10.5.tar.bz2
Agora vamos “Extrair e Instalar” os firmwares.
root@slackware: ~# tar xvjf broadcom-wl-4.150.10.5.tar.bz2 -C /usr/src/
root@slackware: ~# export FIRMWARE_INSTALL_DIR=”/lib/firmware”
root@slackware: ~# cd /usr/src/broadcom-wl-4.150.10.5/driver
root@slackware: /usr/src/broadcom-wl-4.150.10.5/driver# ../../b43-fwcutter-011/b43-fwcutter -w “$FIRMWARE_INSTALL_DIR” wl_apsta_mimo.o
Várias linhas serão exibidas neste passo. Agora vamos ativar o módulo da placa de rede:
root@slackware: /usr/src/broadcom-wl-4.150.10.5/driver# rmmod b43
root@slackware: /usr/src/broadcom-wl-4.150.10.5/driver# modprobe b43
Protinho. Neste ponto sua Wireless já deverá estar funcionando. Para efetuar um teste execute o comando abaixo:
root@slackware: /usr/src/broadcom-wl-4.150.10.5/driver# iwlist wlan0 scan
Deverão ser exibidas informações de sua rede Wireless.
Parte 3: Alguns problemas que eventualmente poderão ocorrer
1) Em outras versões do Slackware com kernel 2.6.24 ou mais antigas, talvez os firmwares precisem da versão mais antiga, então faça o download destes firmwares: http://downloads.openwrt.org/sources/broadcom-wl-4.80.53.0.tar.bz2, o processo é o mesmo para a extração do firmware.
2) Em versões mais antigas do kernel, o driver da Broadcom era o “bcm43xx”, logo pode ser que o Kernel insista em inicializar ele no lugar do “b43″. Logo recomendo que remova este módulo ou então coloque-o numa blacklist ou ainda se preferir no seu rc.local, coloque os comandos:
rmmod bcm43xx
modprobe b43
Espero ter ajudado. Até a próxima.
Bibliografia: