Iniciantes

Screenshots com o KSnapshot

É um pouco nostaugico estar reescrevendo este artigo, pois me lembra nos primórdios do Linux. É bem simples. O ksnapshot, é um software do KDE utilizado para tirar foto da tela (screenshot), então com seu KDE aberto, aperte “Alt+F2″ e digite: ksnapshot e tecle enter.

Protinho, o programa já irá abrir com uma fotográfia da tela, agora é só salvar o arquivo.

Com que usuário estou logado?

Não sei se já aconteceu com vocês, mas já aconteceu comigo, de conectar em um servidor ou estação e sair alternando entre os usuários e ao final, eu já não sabia mais com qual usuário estava logado no momento (isso em terminais onde não mostram o nome do usuário, claro!).

Então vai ai um comandinho bem simples que resolve o problema:

$ whoami

Protinho! Ele agora vai mostrar com que usuário você logou!

Como saber quem está logado?

Isto é bastante utilizado em caso de servidores onde vários usuários precisam de acesso. É uma dica simples e bem interessante para quem deseja saber.

Abra o console e digite:

$ who

Pronto! Agora aparecerá a lista de usuários conectados e outras informações, como sessão, data, hora…

Quer saber mais sobre este comando? experimente ver a “man page”

$ man who

Protinho! Agora é só ter paciência e ler as opções deste comando.

Fazendo um cabo de redes utilizando cabo par-trançado e conectores RJ45

Bom, tutorial bastante simples focado para iniciantes. Aqui explico como fazer um cabo de redes para uso em HUB/Switch e também o famoso cabo cross-over (ponto-a-ponto).

Se irá utilizar o cabo em um Hub ou Switch basta fazer as duas pontas iguais, seguindo o modelo abaixo.

1) bv.v.bl.a.ba.l.bm.m

2) bv.v.bl.a.ba.l.bm.m

Se irá utilizar o cabo para uma conexão direta entre dois computadores, precisará de um cabo cross-over, para isso basta fazer cada uma das pontas conforme modelo abaixo.

1) bv.v.bl.a.ba.l.bm.m

2) bl.l.bv.a.ba.v.bm.m
Bom, fica aqui minha contribuição e espero que seja de grande valia para todos. Um abraço.

Estrutura de diretórios no Linux

Com o intuito de introduzir os usuários a estrutura de diretórios do Linux, escrevi este artigo explicando o que significa cada diretório por padrão. Segue a tabela abaixo.

/bin Arquivos binários (executáveis) do sistema.
/boot Arquivos boot (inicialização) do sistema.
/dev Local onde encontram-se os arquivos de dispostivos do sistema.
/etc Arquivos configuração do sistema e dos softwares instalados.
/home Local onde encontram-se os diretórios pessoais dos usuários do sistema.
/lib Local para bibliotecas básicas ao sistemas e softwares instalados.
/lost+found Perdidos e achados do sistema.
/media Local onde são montados automáticamente os dispositivos móveis do sistema.
/mnt Ponto de montagem de dispositivos (obsoleto).
/opt Local de instalação de tudo que é opcional ao sistema.
/proc Informações do sistema geradas pelo kernel.
/root Diretório pessoa do super usário do sistema (root).
/sbin Arquivos binários com permissão de execução apenas para super-usuário e usuários com super-poderes.
/srv Presente apenas em algumas distribuições, é utilizado para diretórios de serviços como httpd, ftpd, tftpd.
/sys Pretende ser o substituto do /proc nas próximas versões do kernel Linux.
/usr Arquivos de programa dos usuários. É lá que encontram-se quase todos os softwares e bibliotecas instalados no sistema.
/var Local onde são armazenadas todas as informações variáveis do sistema (Ex: arquivos de LOG).

Que Linux eu uso?

Com tantas versões do Linux, para usuários recém-chegados, fica difícil saber que Linux utilizar. Vou tentar ajuda-los a encontrar a distribuição Linux que atenda as suas necessidades ou exigências.

Um pouco de história…

Basicamente existiram três distribuições bases para outras distribuições Linux, são elas:

Slackware

Sempre vista com o Linux dos experts, o Slackware tem uma filosofia diferenciada das outras. A começar pelo modo de configuração, pois utiliza a detecção nativa de hardware do Kernel Linux para levantamento de drivers, na inicialização e só agora em suas últimas versões foi que incluiram o UDEV e o HAL (essa dupla existe para facilitar a detecção de hardware durante o uso do sistema). O Slackware não possuí muitas ferramentas de configuração, tendo o usuário ou administrador ter que fazer tudo “na mão grossa”, isso tem suas vantagens e desvantagens.

A grande vantagem é que o uso intensivo de Slackware tende a formar um administrador de sistemas experiente, que não terá problemas quando encontrar outras distribuições Linux, pois terá a experiência de configurar o sistema sem utilização de ferramentas “bonitinhas”, então saberá onde encontrar a solução para possíveis problemas. Outra grande vantagem é a estabilidade, uma vez montando um servidor com Slackware dificilmente ele dará problemas (tenho notícias de servidores montados a anos atrás que nunca deram problemas).

A desvantagem é que de inicio parecerá bem complexo, difícil ou chato ter que fazer tudo, porém com o tempo você aprende que certas coisas podem ser resolvida com mais facilidades do que cliques…

O Slackware também foi a primeira distribuição Linux a encaixotar e vender CDs.

Debian

Sem dúvida uma ótima opção para administradores de redes e usuários mais experientes (ou até para os menos). A começar, a grande vantagem do Debian é o sistema de gerenciamento de pacotes (“programas”), o Debian possuí um sistema próprio que utiliza uma biblioteca chamada “libapt”, esta é a grande maravilha. Através do APT você poderá instalar com muita facilidade os programas que necessita rodar em seu Linux, pois com alguns simples cliques ou comando o próprio vai na internet, baixa o software desejado, instala e configura deixando-o pronto para utilização.

Outra grande vantagem do Debian é a estabilidade. Os desenvolvedores do Debian prezam muito pela segurança do sistema e gostam de depurar o código até não ter mais falhas. Isso gera um problema: o Debian estável quase sempre está com versões antigas dos softwares, porém para servidores isso é ótimo, pois garante a segurança.

Mas o Debian tem “três sabores”: SID, Testing e Stable

No SID estão sempre as últimas versões dos softwares, porém estão lá consideradas como altamente instáveis pois estão para começar a serem depuradas.

No Testing localizam-se os pacotes que serão utilizados “na próxima versão do Debian”.

No Stable localizam-se os pacotes estáveis da versão oficialmente lançada (os pacotes os quais falei que podem ser versões antigas, mas estáveis).

Usar Debian também tende a formar um administrador de sistemas com conhecimentos avançados e sem medo de enfrentar outras distribuições Linux.

Redhat

Redhat foi a primeira distribuição Linux a focar a usabilidade. Sempre prezou bastante pelo desenvolvimento de ferramentas que facilitem a configuração e administração do sistema, o que na época era uma ótima opção para usuários Linux recém-chegados, pois não precisavam ralar muito para terem seu Desktop funcionando tranquilamente com Linux.

Suas ferramentas sempre facilitaram a vida na hora de configurar o hardware (que em épocas remotas era uma tarefa árdua e as vezes complexa).

Hoje em dia o Redhat só possuí versões “Enterprise” ou seja, pagas.

Bom, essas foram as três distribuições Linux base, que deram origem a várias outras, conforme listo abaixo:

Slackware – Slax, Vector Linux e outras.

Debian – Ubuntu, Kubuntu, Xubuntu (Sem dúvida o Ubuntu é o filho mais famoso do Debian), Progeny, Debian-BR-CDD e outras.

Redhat – SuSE (que foi comprada pela Novell que fechou para tornar “enterprise” e criou uma versão comunitária chamada openSuSE, Conectiva e Mandrake (Que mais tarde virou Mandriva), Fedora Core (que é a versão “comunitária” do Redhat) e CentOS (a versão “enterprise aberta” do Redhat, não contendo as ferramentas proprietárias da Redhat) entre outras.

Em fim, que Linux utilizar?

Essa é uma tarefa que só você poderá responder na medida que for utilizando. Eu já utilizei quase todas as distribuições Linux (Slackware, Debian, Redhat, Ubuntu (e seus derivados), Conectiva, Mandrake, SuSE, Fedora, CentOS, Mandriva, openSuSE…) e vou dar minhas opniões pessoais sobre:

Slackware: É sem dúvida minha distribuição Linux favorita, pois é onde sinto mais liberdade para ir e vir… Gosto de utiliza-la em meu notebook, gosto de utiliza-la em servidores de redes que não precisarão ser modificados futuramente (Servidores de Arquivos, Servidores de Internet, Servidores Proxy etc).

Debian: É uma das minhas favoritas, gosto de utiliza-la em servidores e firewalls pela sua tradição em segurança. Geralmente faço a opção por Debian em caso de redes que possuem mais de um administrador.

Redhat e CentOS: Primeiro vou falar do Redhat: Gosto de utilizar no caso de Hardwares proprietários que irão rodar bancos de dados proprietários como Oracle e IBM DB2. Mas geralmente as empresas não querem comprar a licença do Redhat, então opto pelo CentOS, que é o Redhat sem suas ferramentas pagas. Ambos são bastante estáveis e bons de utilizar com hardwares mais sofisticados como servidores de grande porte.

Ubuntu: Ubuntu é sem dúvida a melhor opção na minha humilde opnião, para os usuários iniciantes. O Ubuntu foca sempre a usabilidade e facilidade de uso. Recomendo a todos que estão querendo começar no Linux. É fácil, simples, descomplicado e possuí uma grande comunidade no Brasil, o que faz com que você tenha suporte rápido e documentação farta em português.

Fedora: Bom utilizei fedora por uns 8 meses logo que comprei meu notebook (tinha acabado de ser lanaçado o Fedora 5), então não perdi tempo, instalei para testar. Foi satisfatório, atendeu bem minhas exigências, só encontrei algumas dificuldades devido a falta de alguns pacotes (softwares) que utilizo, porém nada que não pudesse ser contornado. Não tem a comunidade que o Ubuntu tem, mas tem uma comunidade fiel e ativa. Também recomendo para usuários inicantes embora tenha algumas coisas que complicam a vida de inicio (como não tocar mp3 por padrão).

SuSE e openSuSE: Bom, sem dúvida a SuSE (antes de ser vendida), foi a distribuição Linux que mais contribuiu com o desenvolvimento de drivers para o kernel do Linux. Focou sempre o usuário final e a detecção de hardware. Um bom exemplo é que antigamente o kernel do Linux tinha como padrão para audio os módulos “OSD” a SuSE por sua vez não satisfeita com o desepenho e qualidade dos módulos, criou o projeto ALSA – Advanced Linux Sound Architecture. Quando vendida criaram o openSuSE para manter uma versão comunitária, este por sua vez também é bastante atrativo para os usuários finais (mantendo a tradição do SuSE), porém está ficando pesado de usar, requerendo hardwares menos modestos. Mas é uma ótima opção para quem tem bom hardware.

Mandriva: Fácil de usar, fácil de manter porém não satisfez minhas exigências (acho que foi um problema pessoa eheheheh). Existe uma modesta comunidade no Brasil que o mantem e com certeza tem boa documentação em português e tem muito usuário satisfeito. Então se quiser testar, sinta-se a vontade, pois não irá ter problemas.

Vector Linux: Vector tem um atrativo muito bom: Uma versão para cada perfil de Hardware, tem versão até para modestos Pentium 200MMX com 32Mb de RAM! Já utilizei ele em um Laptop com esta configuração e garanto uma coisa: Foi bastante satisfatório, embora tenha suas restrições claro. Recomendo para usuários de hardwares antigos.

Gentoo: Também tido como Linux dos experts, é bastante interessante porque ela pode ser optimizada para o seu computador. Tem ferramentas fáceis de utilizar e sempre tem em seu repositório as últimas versões dos softwares mais utilizados. Ainda não utilizei Gentoo, mas pretendo testa-lo em breve.

Atualmente utilizo o Slackware 12.1 com KDE 4.1.1, comecei em 1999 com Redhat Linux, depois migrei para Conectiva Linux, conheci então o Slackware (amor a primeira vista), mas não me restringi a utilização dele, resolvi conhecer o Debian, usei pouco mais de 1 ano e resolvi voltar para o Slackware, mais adiante conheci o Ubuntu e Fedora os quais utilizei e fiquei bastante satisfeito, porém senti falta da velha praticidade de fazer as coisas na “mão grossa” e voltei para o Slackware.

Um abraço a todos e espero ter contribuído para sua decisão de utilização do Linux.

O que é o Linux?

Hoje em dia nem tanto, mas há tempos atrás as pessoas se perguntavam: “O que é o Linux?”. Essa pergunta é fácil e ao mesmo tempo difícil de se responder, pois existem vários ângulos e níveis para se falar sobre de fato o que é o Linux.

Em teoria, o Linux é um sistema operacional do tipo “Unix-like”, um primo do Unix. Foi concebido baseado na filosofia “Posix”. Seu criador é um simpático nerd, chamado Linus Torvalds, nascido na distante finlândia. Linus estava trabalhando num sistema operacional não comercial para substituir o Minix e rodar em destops i386. A idéia era criar um Minix melhor que o Minix.

Então quando Torvalds resolveu públicar a primeira versão do Linux escreveu:

“Você está ansioso pelos últimos dias do Minix 1.1? Quando os homens eram homens e escreviam seus próprios drivers de dispositivos? Você está sem um bom projeto e está apenas ansioso por começar a trabalhar em sistema operacional que possa tentar modificar segundo as suas necessidades? Você fica frustado quando tudo funciona no Minix? Sem mais noites em claro para colocar para funcionar um programa inteligente? Então esse anúncio pode ser para você… Como mencionei, há um mês atrás, estou trabalhando em uma versão gratuita de um Minix para computadores AT 386. Finalmente chegou ao ponto em que já é útil (embora não possa ser dependendo do que você deseja) e desejo colocar todas as fontes em uma distribuição maior. É apenas a versão 0.02… mas eu executei com sucesso o bash, gcc, GNU make, GNU sed compress, etc… nela.”

Bom, talvez este seja um texto folclorico ou talvez tenha seu fundo de verdade… mas em fim, desde este dia milhares de programadores no mundo inteiro começaram a trabalhar e contribuir para o desenvolvimento do Linux. A primeira versão do Linux (0.02), foi públicada em 5 de outubro de 1991.

Ok, mas o que é um sistema operacional?

Bom isso é complexo de explicar. Sistema operacional a grosso modo, podemos dizer que é o programa inicializado quando ligamos o computador. O sistema operacional na verdade não são as janelinhas bonitas dos editores de textos, editores de imagem, softwares de bate-papo e janelas de exploração do computador. O sistema operacional na verdade está transparente para o usuário. No Microsoft Windows por exemplo, o sistema está invisivel, e o que roda sobre ele é o ambiente gráfico do Windows. É através deste ambiente gráfico que clicamos e abrimos os programas, enquanto isso por baixo existe uma pessoa chamada “kernel” que é o sistema operacional em si. O kernel (núcleo) é que é o verdadeiro responsável pela execução e controle dos programas que rodamos em nossos computadores.

Humm acho que entendi, mas então se já existia o Windows, para que o Linux?

Bem, para muitas pessoas o Windows basta mesmo. Tem gente que mal sabe usar um computador, quem dirá explorar o potêncial da máquina?! Porém o Linux tem uma filosofia bem diferente da do Windows, a começar pela metodologia de desenvolvimento. Enquanto no Windows experamos que os cientistas da computação contratados pela Microsoft façam conforme queiram a próxima versão do Windows sem que possamos acompanhar, sugerir e modificar, no Linux existem milhares de desenvolvedores ao redor do planeta que se comunicam e escutam as nossas sugestões e mantém o Linux sempre em desenvolvimento para que possamos por exemplos, utilizar a última placa de rede lançada.

Em fim, o Linux é um sistema operacional de código aberto (disponível para que qualquer pessoa faça o download, estude e modifique conforme queira), que possuí uma vasta comunidade que o matem, o que garante o desenvolvimento continuo de forma que não está preso a uma única empresa.

É o sistema operacional dos amantes da liberdade…