Slackware

Mudanças no sistema de empacotamento do Slackware

Hoje pela manhã resolvi dar uma olhada como estava o ChangeLog do Slackware Current (a próxima versão do Slackware, provavelmente o Slackware 13.0). E tive uma grata surpresa: Além do KDE 4.2.3, parece que estão modificando o algoritmo de compressão dos pacotes do Slackware. Atualmente é utilizado o Gzip (pacote.tgz), mas realizaram e comprovaram melhorias e ganhos de performance em utilização do algoritmo LZMA (pacote.txz).

Uma tradução livre do que foi publicado (desculpem, mas meu inglês não é dos melhores, portanto perdão por algum erro cometido):

“Olá pessoal! Este lote de atualizações inclui o recém lançado KDE 4.2.3, mas notávelmente o que muda é que não iremos utilizar mais o gzip para empacotamentos do Slackware. Em vez disso vamos estar utilizando o xz, com base no algoritmo de compressão LZMA. XZ oferece uma compressão melhor que o próprio bzip2, mas além disso, ainda oferece bom desempenho na extração (cerca de 3 vezes mais rápido que o bzip2 e não muito mais lento que o gzip em nossos testes). Há muito tempo era requisitado o suporte a bzip2 e lzma original, adicionamos o suporte (por que não?), isso nada mais é do que um interessante complemento – pensamos que a maioria das pessoas provavelmente irá querer utilizar tanto o original “tgz” quanto o novo “txz”. O atual formato dos pacotes do Slackware (que consiste na apresentação dentro do pacote) não mudou, mas este é o primeiro apoio dentro do Slackware a utilização de ferramentas e algoritmos de compressão alternativos.

Algumas pessoas têm perguntando por que não escolher uma única nomenclatura, tais como .slk. Há um casó para esta idéia, mas as ferramentas ainda precisam de muito apoio. Tgz será usado para pacotes antigos. Limita-se ao “.tgz” para tudo, não faz sentido. Utilizar compressões que refletem a o formato de de compressão dos pacotes parece ser uma abordagem mais transparente, é o que melhor segue uma tradição.

Como um exemplo de melhora na compressão. Txz do pacote kernel-source:
Antes: kernel-source-2.6.29.2_smp-noarch-1.tgz (73808508 bytes)
Depois: kernel-source-2.6.29.2_smp-noarch-1.txz (49150104 bytes)
O tamanho do pacote principal árvore em / slackware foi reduzido de
1.9GB de 1.4GB, convertendo a maior parte dos pacotes. Txz.

A maioria dos pacotes foram convertidos a partir de. Tgz para. Txz, mas nós continuaremos a fazer o gzip, pkgtools, slackpkg, tar, e pacotes xz no formato tgz para uso posterior.
Aproveitem! E obrigado a Lasse Collin pelo bom trabalho no xz. :-)

Bem é isso! Que venha o novo Slackware!

Instalando o VirtualBox no Slackware Linux

Depois de ensinar a instalar o VirtualBox no Ubuntu Linux, agora vou ensinar a instalar no Slackware Linux. A instalação no Slackware é mais “genérica” tendo o seu processo tão simples quanto em outras distribuições.

Vamos direto ao assunto. Acesse http://www.virtualbox.org/wiki/Linux_Downloads e baixe a versão “All distribuitions” para o seu hardware. No meu caso baixei a versão 32bits (i386), que é a arquitetura do meu notebook.

Logado como root, vamos seguir a instalação. Primeiramente entre no diretório onde você salvou o arquivo e torne-o executável:

root@slackware ~/downloads# chmod +x VirtualBox-2.2.2-46594-Linux_x86.run

Agora vamos executar o instalador:

root@slackware ~/downloads# ./VirtualBox-2.2.2-46594-Linux_x86.run

Protinho! Ao final é só executar: /opt/VirtualBox/VirtualBox

Agora é só criar suas máquinas virtuais.

Obs: Utilizo meu Slackware com KDE 4.2.1, logo já tenho o Qt 4 instalado. Caso não tenha, instale o pacote.

Gerenciamento do Clock dos processadores AMD Sempron M no Linux

Tenho um notebook HP Pavilion ZE2410BR, o processador é um AMD Sempron M 3000+. Ele possuí três níveis de clock: 800MHz, 1600MHz e 1800MHz. Por padrão, o Slackware Linux não vem com suporte ao gerenciamento para alternar o clock do processador conforme seja necessário, deixando então sempre em 1800MHz. Para um notebook isso é ruim quando se está utilizando a bateria, pois o consumo de energia pode ser maior do que o necessário.

Pesquisando, encontrei então o “Powernowd“. Este utilitário segundo a descrição do pacote no Debian, serve para qualquer processador que suporte o “cpufreq” que vem nos núcleos 2.6 do Linux, e não depende de APM ou ACPI.

Ainda segundo a descrição do Debian:

“O nome é um tanto enganador, pois funcionará com qualquer processador com suporte a CPUfreq, não somente com os AMD. Entretanto, ele funciona melhor em CPUs que suportam mais de dois níveis de velocidade, como aqueles com PowerNow! da AMD ou séries Pentium M da Intel. Este daemon é menos complicado que o cpufreqd ou cpudyn, ao custo de depender absolutamente dos núcleos 2.6 com o regulador de espaço (“governor”) de usuário e suporte a sysfs habilitado.”

Agora vamos ao que interessa:

Efetue o download do Powernowd, descompacte e acesse o diretório:

root@slackware: ~# tar xvzf powernowd-1.00.tar.gz -C /usr/src
root@slackware: ~# cd /usr/src/powernowd-1.00
root@slackware: ~# make
root@slackware: ~# make install

Prontinho. Está compilado e instaldo no “/usr/sbin/powernowd”.

Agora vamos ao Kernel. Para que o daemon trabalhe, ele precisa que o módulo do kernel referente ao seu provessador de tecnologia “Mobile – M”, esteja inicializado. No caso do meu AMD Sempron M 3000+, é o módulo “powernow-k8″. Pesquise e ache o módulo correto para o seu processador.

Então vamos lá:

root@slackware: ~# modprobe powernow-k8
root@slackware: ~# /usr/sbin/powernowd -q -m 1

As opções do Powernowd são:

-q = modo quieto
-m = como será o gerenciamento do processador: 0 = Sine, 1 = Agressive, 2 = Passive, 3 = Leaps.

Sugiro que adicione os comandos em seu /etc/rc.d/rc.local para que o gerenciamento seja inicializado automáticamente.

Wireless Broadcom no Linux Slackware 12.2

Acredito que esta dica sirva não apenas para o Slackware, mas como para qualquer outro Linux que não configure esta placa de rede automáticamente. Para tal, faz-se necessário que você efetue login no sistema com o usuário “root”.

Parte 1: Compilando o b43-fwcutter

Este utilitário será usado para extrair os firmwares da placa de rede broadcom para que a mesma funcione corretamente no Linux.

Faça o download dele em: http://bu3sch.de/b43/fwcutter/b43-fwcutter-011.tar.bz2

Agora vamos descompactar e compilar

root@slackware: ~# tar xvjf b43-fwcutter-011.tar.bz2 -C /usr/src/
root@slackware: ~# cd /usr/src/b43-fwcutter-011
root@slackware: /usr/src/b43-fwcutter-011# make
root@slackware: /usr/src/b43-fwcutter-011# cd ~

Parte 2: Extraindo os Firmwares da placa de rede

Efetue o download do driver em: http://mirror2.openwrt.org/sources/broadcom-wl-4.150.10.5.tar.bz2

Agora vamos “Extrair e Instalar” os firmwares.

root@slackware: ~# tar xvjf broadcom-wl-4.150.10.5.tar.bz2 -C /usr/src/
root@slackware: ~# export FIRMWARE_INSTALL_DIR=”/lib/firmware”
root@slackware: ~# cd /usr/src/broadcom-wl-4.150.10.5/driver
root@slackware: /usr/src/broadcom-wl-4.150.10.5/driver# ../../b43-fwcutter-011/b43-fwcutter -w “$FIRMWARE_INSTALL_DIR” wl_apsta_mimo.o

Várias linhas serão exibidas neste passo. Agora vamos ativar o módulo da placa de rede:

root@slackware: /usr/src/broadcom-wl-4.150.10.5/driver# rmmod b43
root@slackware: /usr/src/broadcom-wl-4.150.10.5/driver# modprobe b43

Protinho. Neste ponto sua Wireless já deverá estar funcionando. Para efetuar um teste execute o comando abaixo:

root@slackware: /usr/src/broadcom-wl-4.150.10.5/driver# iwlist wlan0 scan

Deverão ser exibidas informações de sua rede Wireless.

Parte 3: Alguns problemas que eventualmente poderão ocorrer

1) Em outras versões do Slackware com kernel 2.6.24 ou mais antigas, talvez os firmwares precisem da versão mais antiga, então faça o download destes firmwares: http://downloads.openwrt.org/sources/broadcom-wl-4.80.53.0.tar.bz2, o processo é o mesmo para a extração do firmware.

2) Em versões mais antigas do kernel, o driver da Broadcom era o “bcm43xx”, logo pode ser que o Kernel insista em inicializar ele no lugar do “b43″. Logo recomendo que remova este módulo ou então coloque-o numa blacklist ou ainda se preferir no seu rc.local, coloque os comandos:

rmmod bcm43xx
modprobe b43

Espero ter ajudado. Até a próxima.

Bibliografia:

http://linuxwireless.org/en/users/Drivers/b43#fw-b43-new

Gravador de CD ou DVD no Slackware?

Como bom usuário de Slackware, lá vai uma boa dica. Como configurar seu gravador de CD/DVD no Slackware”. É um processo bastante simples…

Primeiramente, vamos ativar o gravador no Kernel. Efetue login no sistema como root e digite o seguinte comando:

root@slackware ~/# modprobe sg

O módulo SG é o responsável por informar ao kernel se o dispositivo de cd/dvd é um gravador, logo esta dica pode servir para outras distribuições Linux também.

Feito isso, agora vamos colocar o seu usuário no grupo nomeado “cdrom”. Para tal execute o seguinte comando:

root@slackware ~/# gpasswd -a “usuario” cdrom

Lembre-se que “usuário” seria o usuário a ser colocado no grupo, como por exemplo “xwindow” (pode ser sem aspas, claro!).

Protinho, agora abra o k3b ou qualquer outro programa de sua preferência e pode “queimar” seu CD ou DVD tranquilamente.

PS: Sugiro que você adicione o comando “modprobe sg” no seu /etc/rc.d/rc.local, assim toda vez que o sistema inicializar o módulo já inicializará junto, ou ainda edite o /etc/rc.d/rc.modules e descomente a linha referente ao módulo “sg”.

Inicializando o mySQL no Slackware

Bem, certamente muitos já passaram por isso: Ao tentar inicializar o mySQL no Slackware se deparou com a mensagem de que o usuário do mySQL não tinha permissão para trabalhar.

Então como resolver isso?

Simples, entre com o usuário root e digite:
# chown -R mysql.mysql /var/lib/mysql

Prontinho! Agora você pode iniciar o mysql através do /etc/rc.d/rc.mysqld

PS: Lembre-se sempre que antes da primeira inicialização do mySQL faz-se necessário executar como root o comando mysql_install_db.

Instalando o ambiente gráfico “waimea” no Slackware

Este é um texto escrito pelo meu amigo Antônio Fernandes (scskc0re) originalmente públicado na antiga versão do dotLinux.net.

Bom, vou explicar rapidamente como vc configurar basicamente seu waimea.
Nao tem misterio, muito simples!

Pegue o Aplicativo, www.waimea.org.

Descompacta: tar zxfv waimea.xxx.tar.gz
entra na pasta e digita: ./configure & make & make install

– Apos a instalacao o proprio waimea ira por seus arquivos de configuracao dentro da pasta:
* /usr/local/share/waimea/

Mas se vc quiser, pode mundar isso pra o usuario que vc normalmente usa o X, para ficar mais facil de manusea-lo.

*** Vamos supor que tenho um usuario chamado “dotlinux” … /home/dotlinux !!!

– Cria a pasta: “.waimea” dentro do “/home/dotlinux”, digitando:
$ cd /home/dotlinux
$ mkdir .waimea

– Logo apos vc copia o q tem na pasta default do waimea pra a nova pasta:

$ cp -R /usr/local/share/waimea/ /home/dotlinux/.waimea/

– Copia tb o “config” para a pasta de seu usuario, mas tera q ser como o nome “.waimearc” que sera o arquivo de inicaliazao de seu WAIMEA.

Por exemplo:
certifique-se q esta dentro da pasta do usuario.

$ cd /home/dotlinux
$ cp /usr/local/share/waimea/config .waimearc

Nada de muito novo, com esse comando ele cria o “.waimearc” copiando o conteudo do “config” !
OU ENTAO PODE SER DA SEGUINTE MANEIRA:

$ cd /home/dotlinux
$ cp .waimea/config .waimearc

Pois, ja existe esse arquivo dentro da pasta “.waimea” de seu usuario.

– Pronto … Apos esses esquemas de arrumacao de pastas e arquivos, vc edita o arquivo “.waimearc” pois tera os camihos de inicializacao antigos do “config” …

por exemplo, tera:

! Screen 0 configuration
screen0.styleFile: /usr/local/share/waimea/styles/Default.style
screen0.menuFile: /usr/local/share/waimea/menu
screen0.actionFile: /usr/local/share/waimea/actions/action

– Voce muda esses caminhos de style, menu, e actions para seu usuario:

! Screen 0 configuration
screen0.styleFile: /home/dotlinux/.waimea/styles/Default.style
screen0.menuFile: /home/dotlinux/.waimea/menu
screen0.actionFile: /home/dotlinux/.waimea/actions/action

- Com essa mudanca, ele vai pegar as informacoes q vc mudar nas pastas de seu usuario, e nao, o do velho “config” ;] !!!

*** OBS: ONDE TEM O NOME DO USUARIO “dotlinux”, VOCE MUDA PARA O NOME DO SEU USUARIO!!!
PRONTOOOOOOOOOOOOOOOO … Agora sim ficou perfeito seu waimea … boa sorte! ;]

** Dicas:

1 – Styles podem ser adquiridos no proprio site do WAIMEA … www.waimea.org
- Caso queira mudar, vai na no seu “.waimearc” e muda a linha:

screen0.styleFile: /home/userrr/.waimea/styles/Default.style

* tira o Default.style e coloca o nome do style q vc pegou ;]

2 – O Waimea tem como opcoes adicionais as telas virtuais, ou seja, caso vc encoste o mouse no lado da tela, ele muda de workspace … se vc quiser mudar eh so alterar a seguinte linha no seu “.waimearc”:

screen0.virtualSize: 4×4

Muda Para:

screen0.virtualSize: 1×1

* 1×1, 2×2, … Ou o tanto q vc preferir ;]

———————————————————————

Pronto, qualquer duvida:

$ man waimea

Que Linux eu uso?

Com tantas versões do Linux, para usuários recém-chegados, fica difícil saber que Linux utilizar. Vou tentar ajuda-los a encontrar a distribuição Linux que atenda as suas necessidades ou exigências.

Um pouco de história…

Basicamente existiram três distribuições bases para outras distribuições Linux, são elas:

Slackware

Sempre vista com o Linux dos experts, o Slackware tem uma filosofia diferenciada das outras. A começar pelo modo de configuração, pois utiliza a detecção nativa de hardware do Kernel Linux para levantamento de drivers, na inicialização e só agora em suas últimas versões foi que incluiram o UDEV e o HAL (essa dupla existe para facilitar a detecção de hardware durante o uso do sistema). O Slackware não possuí muitas ferramentas de configuração, tendo o usuário ou administrador ter que fazer tudo “na mão grossa”, isso tem suas vantagens e desvantagens.

A grande vantagem é que o uso intensivo de Slackware tende a formar um administrador de sistemas experiente, que não terá problemas quando encontrar outras distribuições Linux, pois terá a experiência de configurar o sistema sem utilização de ferramentas “bonitinhas”, então saberá onde encontrar a solução para possíveis problemas. Outra grande vantagem é a estabilidade, uma vez montando um servidor com Slackware dificilmente ele dará problemas (tenho notícias de servidores montados a anos atrás que nunca deram problemas).

A desvantagem é que de inicio parecerá bem complexo, difícil ou chato ter que fazer tudo, porém com o tempo você aprende que certas coisas podem ser resolvida com mais facilidades do que cliques…

O Slackware também foi a primeira distribuição Linux a encaixotar e vender CDs.

Debian

Sem dúvida uma ótima opção para administradores de redes e usuários mais experientes (ou até para os menos). A começar, a grande vantagem do Debian é o sistema de gerenciamento de pacotes (“programas”), o Debian possuí um sistema próprio que utiliza uma biblioteca chamada “libapt”, esta é a grande maravilha. Através do APT você poderá instalar com muita facilidade os programas que necessita rodar em seu Linux, pois com alguns simples cliques ou comando o próprio vai na internet, baixa o software desejado, instala e configura deixando-o pronto para utilização.

Outra grande vantagem do Debian é a estabilidade. Os desenvolvedores do Debian prezam muito pela segurança do sistema e gostam de depurar o código até não ter mais falhas. Isso gera um problema: o Debian estável quase sempre está com versões antigas dos softwares, porém para servidores isso é ótimo, pois garante a segurança.

Mas o Debian tem “três sabores”: SID, Testing e Stable

No SID estão sempre as últimas versões dos softwares, porém estão lá consideradas como altamente instáveis pois estão para começar a serem depuradas.

No Testing localizam-se os pacotes que serão utilizados “na próxima versão do Debian”.

No Stable localizam-se os pacotes estáveis da versão oficialmente lançada (os pacotes os quais falei que podem ser versões antigas, mas estáveis).

Usar Debian também tende a formar um administrador de sistemas com conhecimentos avançados e sem medo de enfrentar outras distribuições Linux.

Redhat

Redhat foi a primeira distribuição Linux a focar a usabilidade. Sempre prezou bastante pelo desenvolvimento de ferramentas que facilitem a configuração e administração do sistema, o que na época era uma ótima opção para usuários Linux recém-chegados, pois não precisavam ralar muito para terem seu Desktop funcionando tranquilamente com Linux.

Suas ferramentas sempre facilitaram a vida na hora de configurar o hardware (que em épocas remotas era uma tarefa árdua e as vezes complexa).

Hoje em dia o Redhat só possuí versões “Enterprise” ou seja, pagas.

Bom, essas foram as três distribuições Linux base, que deram origem a várias outras, conforme listo abaixo:

Slackware – Slax, Vector Linux e outras.

Debian – Ubuntu, Kubuntu, Xubuntu (Sem dúvida o Ubuntu é o filho mais famoso do Debian), Progeny, Debian-BR-CDD e outras.

Redhat – SuSE (que foi comprada pela Novell que fechou para tornar “enterprise” e criou uma versão comunitária chamada openSuSE, Conectiva e Mandrake (Que mais tarde virou Mandriva), Fedora Core (que é a versão “comunitária” do Redhat) e CentOS (a versão “enterprise aberta” do Redhat, não contendo as ferramentas proprietárias da Redhat) entre outras.

Em fim, que Linux utilizar?

Essa é uma tarefa que só você poderá responder na medida que for utilizando. Eu já utilizei quase todas as distribuições Linux (Slackware, Debian, Redhat, Ubuntu (e seus derivados), Conectiva, Mandrake, SuSE, Fedora, CentOS, Mandriva, openSuSE…) e vou dar minhas opniões pessoais sobre:

Slackware: É sem dúvida minha distribuição Linux favorita, pois é onde sinto mais liberdade para ir e vir… Gosto de utiliza-la em meu notebook, gosto de utiliza-la em servidores de redes que não precisarão ser modificados futuramente (Servidores de Arquivos, Servidores de Internet, Servidores Proxy etc).

Debian: É uma das minhas favoritas, gosto de utiliza-la em servidores e firewalls pela sua tradição em segurança. Geralmente faço a opção por Debian em caso de redes que possuem mais de um administrador.

Redhat e CentOS: Primeiro vou falar do Redhat: Gosto de utilizar no caso de Hardwares proprietários que irão rodar bancos de dados proprietários como Oracle e IBM DB2. Mas geralmente as empresas não querem comprar a licença do Redhat, então opto pelo CentOS, que é o Redhat sem suas ferramentas pagas. Ambos são bastante estáveis e bons de utilizar com hardwares mais sofisticados como servidores de grande porte.

Ubuntu: Ubuntu é sem dúvida a melhor opção na minha humilde opnião, para os usuários iniciantes. O Ubuntu foca sempre a usabilidade e facilidade de uso. Recomendo a todos que estão querendo começar no Linux. É fácil, simples, descomplicado e possuí uma grande comunidade no Brasil, o que faz com que você tenha suporte rápido e documentação farta em português.

Fedora: Bom utilizei fedora por uns 8 meses logo que comprei meu notebook (tinha acabado de ser lanaçado o Fedora 5), então não perdi tempo, instalei para testar. Foi satisfatório, atendeu bem minhas exigências, só encontrei algumas dificuldades devido a falta de alguns pacotes (softwares) que utilizo, porém nada que não pudesse ser contornado. Não tem a comunidade que o Ubuntu tem, mas tem uma comunidade fiel e ativa. Também recomendo para usuários inicantes embora tenha algumas coisas que complicam a vida de inicio (como não tocar mp3 por padrão).

SuSE e openSuSE: Bom, sem dúvida a SuSE (antes de ser vendida), foi a distribuição Linux que mais contribuiu com o desenvolvimento de drivers para o kernel do Linux. Focou sempre o usuário final e a detecção de hardware. Um bom exemplo é que antigamente o kernel do Linux tinha como padrão para audio os módulos “OSD” a SuSE por sua vez não satisfeita com o desepenho e qualidade dos módulos, criou o projeto ALSA – Advanced Linux Sound Architecture. Quando vendida criaram o openSuSE para manter uma versão comunitária, este por sua vez também é bastante atrativo para os usuários finais (mantendo a tradição do SuSE), porém está ficando pesado de usar, requerendo hardwares menos modestos. Mas é uma ótima opção para quem tem bom hardware.

Mandriva: Fácil de usar, fácil de manter porém não satisfez minhas exigências (acho que foi um problema pessoa eheheheh). Existe uma modesta comunidade no Brasil que o mantem e com certeza tem boa documentação em português e tem muito usuário satisfeito. Então se quiser testar, sinta-se a vontade, pois não irá ter problemas.

Vector Linux: Vector tem um atrativo muito bom: Uma versão para cada perfil de Hardware, tem versão até para modestos Pentium 200MMX com 32Mb de RAM! Já utilizei ele em um Laptop com esta configuração e garanto uma coisa: Foi bastante satisfatório, embora tenha suas restrições claro. Recomendo para usuários de hardwares antigos.

Gentoo: Também tido como Linux dos experts, é bastante interessante porque ela pode ser optimizada para o seu computador. Tem ferramentas fáceis de utilizar e sempre tem em seu repositório as últimas versões dos softwares mais utilizados. Ainda não utilizei Gentoo, mas pretendo testa-lo em breve.

Atualmente utilizo o Slackware 12.1 com KDE 4.1.1, comecei em 1999 com Redhat Linux, depois migrei para Conectiva Linux, conheci então o Slackware (amor a primeira vista), mas não me restringi a utilização dele, resolvi conhecer o Debian, usei pouco mais de 1 ano e resolvi voltar para o Slackware, mais adiante conheci o Ubuntu e Fedora os quais utilizei e fiquei bastante satisfeito, porém senti falta da velha praticidade de fazer as coisas na “mão grossa” e voltei para o Slackware.

Um abraço a todos e espero ter contribuído para sua decisão de utilização do Linux.